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Preserve o quati!

Texto escrito por Laura Vieira Tonon*, na Coluna Mundo Animal, do Portal Sul in Foco

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Quem já visitou o mirante da Serra do Rio do Rastro certamente já teve o prazer de encontrar os quatis (nasua nasua), famosos por serem brincalhões e “ladrões” de comidas.

O quati é um pequeno mamífero silvestre, que pesa em torno de 3,5 a 6 kg. Possui focinho alongado e uma cauda caracterizada por anéis pretos e brancos.

Alimenta-se de frutas, pequenas aves, insetos, minhocas e larvas. Só alcançam a maturidade sexual em torno dos 2 anos de idade, e criam de 2 a 7 filhotes após uma gestação que dura em torno de 11 semanas. Gostam de viver em bandos de até 20 indivíduos.

Mas nesta coluna, quero chamar a atenção para a preservação destes animais. Eu sei que são irresistíveis e muitos deles já estão acostumados com a presença humana, mas este tipo de aproximação acaba fazendo mal para estes bichinhos de várias formas:

  • A aproximação das pessoas faz com que eles percam o medo dos humanos e acabam sendo facilmente levados por gente mal-intencionada;
  • A alimentação incorreta (salgadinhos, pipocas, balas…) prejudica o desenvolvimento destes animais facilitando o aparecimento de doenças nos bandos;
  • Animais silvestres são hospedeiros de diversas doenças, por isso não devemos tocá-los. E o contrário também acontece, pois as pessoas acabam transmitindo doenças que antes não existiam nos bandos, podendo exterminá-los;
  • Quando fornecemos alimentos aos quatis, eles acabam se tornando dependentes e perdem a capacidade sobreviver procurando a própria comida na natureza.

Todos estes fatores contribuem para a diminuição da população que muitas vezes recorre aos grandes centros em busca de alimento e acabam sendo mortos nas rodovias e até mesmo viram presas fáceis de cães.

Além de todos os malefícios que podemos causar nesta espécie, outro bom motivo para não nos aproximar é que os quatis também mordem, então evite acidentes principalmente com as crianças!

É um prazer termos esta espécie para embelezar nossa região por isso NÃO TOQUE, NÃO ALIMENTE E NÃO CACE! A natureza agradece!

* Laura Vieira Tonon é médica veterinária formada pela Universidade do Contestado em parceria com o UNIBAVE, mestranda em Ciência Animal pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, pós graduanda em Gestão Ambiental Municipal, atualmente trabalha no Hospital Veterinário do UNIBAVE em Orleans, e também leciona disciplinas técnicas na Escola Técnica agrícola Vale da Uva Goethe em Azambuja. Possui em seu currículo um estágio realizado na África do Sul em meio aos animais selvagens e diploma de curso internacional de Antestesiologia e Conservação da fauna africana realizada pelo Brothers Safaris – African Vet Safaris.

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