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Esculturas do Paredão agora livres da vegetação, em Orleans

Foto: Comunicação Unibave

Foi encerrada a terceira parte do projeto de conservação e restauração das Esculturas do Paredão. Esta etapa iniciou no dia 3 de julho com a retirada das folhas, plantas, raízes e todo o material orgânico depositado no paredão, assim como a retirada de líquens, algas e resíduos das rochas esculpidas.

Este trabalho foi realizado por funcionários da Fundação Educacional Barriga Verde – Febave, sob a coordenação de um profissional de conservação e restauração ligado ao Centro Universitário Barriga Verde – Unibave. A Prefeitura Municipal de Orleans colaborou nesta etapa, com maquinários e mão de obra. Pessoas da comunidade também colaboraram com empréstimo de instrumentos de trabalho.

Segundo especialista em conservação e restauração, Idemar Ghizzo, este foi um trabalho minucioso, utilizando técnicas especificas para a conservação das esculturas. “A última etapa será a aplicação pontual nas rochas de produtos inibidores de crescimento de líquens, algas e plantas, além de consolidantes nos pontos de degradação nas rochas esculpidas”, destaca.

Guizzo ainda ressalta a importância do trabalho realizado. “A obra de arte voltou a ficar livre da vegetação que a encobria. Com a ação os visitantes poderão, novamente, poder admirar as belezas desta, que é uma das principais referências artísticas do estado de Santa Catarina”, completa.

Conheça o projeto

Em abril de 2016 a Febave constituiu a equipe responsável pelo Projeto de Preservação das Esculturas do Paredão. Neste período foram realizadas pesquisas sobre as esculturas e levantamentos de dados da área e do entorno, a fim de definir as etapas necessárias para a realização do trabalho. Também foi realizado o levantamento arbóreo das espécies localizadas na área do paredão.

Várias vistorias ao local das Esculturas do Paredão foram necessárias, entre elas, com a colaboração dos técnicos do Samae de Orleans, onde apresentaram o mapeamento do esgoto sanitário e da rede de distribuição da água na área de abrangência das esculturas.

Durante o processo também foram coletados materiais para análises, da água que escoa no local e de rochas. A análise físico-química e bacteriológica da água, foi realizada com o apoio do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental – Cisam-SC . Com as rochas foram realizados testes nos laboratórios do Unibave, entre eles estão o de carbonatação, granolometria, sedimentação e o Potencial de Hidrogênio, necessários para a definição dos materiais e técnicas empregadas no processo de conservação.

Outra etapa do projeto foi realizada em março de 2017 com a aplicação de produtos químicos, com a finalidade de combater a expansão das ervas daninhas fixadas nas rochas e nas árvores que estão com suas raízes danificando as esculturas. A partir da aplicação dos produtos a equipe acompanhou semanalmente o processo de secagem das plantas.

Colaboração: Comunicação Unibave

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